Mídia digital forte e impressos em decadência

A pandemia está acelerando o desaparecimento da mídia impressa, um segmento que já vinha atravessando crise financeira em todo o Estado.

Antes da pandemia chegar, em algumas cidades jornais locais já tinham desaparecido das bancas. Foi o caso de A CIDADE, A Notícia, Monitor Campista e O Diário, em Campos.

Na cidade de Macaé, o periódico O Debate passou a circular apenas aos sábados.

No interior, as verbas públicas sempre foram as maiores patrocinadoras nos veículos de comunicação, principalmente na era de ouro proporcionada pelos royalties do petróleo. Esta fonte, literalmente, secou e os reflexos no ramo editorial e de comunicação de uma forma geral são visíveis.

Os tempos são amargos. Ainda na cidade de Campos, o mercado já especula sobre o possível encerramento da edição impressa do jornal Folha da Manhã, matutino que vem demitindo funcionários e que atualmente trabalha majoritariamente com estagiários.

Impressos x crise 

Jornais como O Globo, Estadão e Folha de São Paulo estão sobrevivendo graças a entrega de exemplares na casa dos assinantes.

O jornal Folha Dirigida, voltada para a cobertura de concursos públicos, também anunciou a paralisação de suas atividades, e o mesmo fez a Editora Globo ao cancelar a publicação de sete revistas.

Além da queda no mercado de publicidade, falta logística para a entrega das edições avulsas, porque as bancas de jornais, principais pontos de vendas, estão fechadas.

Mídia digital forte

O movimento do mercado explica a tomada de decisões. Na terça-feira (7), quatro grandes agências de publicidade aconselharam os clientes a fugirem da mídia impressa, devido ao baixo retorno. A orientação é concentrar os investimentos na mídia digital.

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